quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Panos quentes

Viste como é confortável a roupa? Melhor assim.

Calcinada

Dourada, a marca, calhamaço nas mãos, nada se perde.

Inclinações

Inclinações, roldanas, cabelos ao vento. Olhe-me pelas costas.

Panos

Panos aos meus pés, a pele branca, o sol à pré-amar.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Perfume francês
banhos cor de rosa
tuas mãos
meu sabão.
O ar azul
o rio cor da noite
teu hálito vermelho
meu perfume de homem.
País estrangeiro
língua de muitas consoantes
teus dedos cheios
músculos e mais desejos.
Minhas pernas nuas
teu olhar rubro
o lápis apertado, comprido
protetor solar
Rosto azul turquesa
casa azul marinho
rosa minha pele branca
asa no mastro do teu veleiro.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Gosto de olhar você, o sol a respingar-me a maresia!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Você é o escultor; a escultura, eu. Mas o bumbum está tão grande.
A gente acordo com um sono. Durmo mais um pouquinho pra sonhar com você.
Regulamentação do amor, ou do sexo? Quero me apertar ao teu corpo...
A babá, como vou cuidar de você?, nem é mais criança.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Enrolei a canga no corpo, prendi as pontas do pano nas alças do biquíni. Não fosse a areia nas pernas, seria diáfana.
Se me fantasio com flores, serei a mais bela do mundo, mas sei que logo estrei nua.
Flores desabrocham nas paredes dos museus. Não entendo suas intenções. Flores têm intenções?
Aurora, sempre nome de mulher. Para mim, primeira luz do desejo.
As almas são mudas? Não sei, difícil a metafísica. Prefiro o desejo do teu corpo.
Gosto de estar ao teu lado, mas não sei qual deles.