Margarida Souza - alguma literatura - poesia

Este site abriga minha produção poética publicada inicialmente no twitter, continuo com o blog de contos em www.margarida57.blogspot.com

domingo, 31 de maio de 2020

Fim, a palavra impressa

Mas era o início do livro
Margarida Souza às 11:11 Nenhum comentário:
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Conta-corrente

Vixe! Um dia bancário.
Margarida Souza às 11:10 Nenhum comentário:
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Ladrão

Amor às escondidas, pernas invisíveis.
Margarida Souza às 11:09 Nenhum comentário:
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Não estava em casa

Voava eu, mesmo na falta de asas.
Margarida Souza às 11:07 Nenhum comentário:
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Meti o nariz onde não fui chamada

Arranjei um namorado.
Margarida Souza às 11:07 Nenhum comentário:
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O céu

Não sei se em sonho, ou se fim de domingo.
Margarida Souza às 11:06 Nenhum comentário:
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Cruzar olhares

Minha fisionomia, grávida que só!
Margarida Souza às 11:05 Nenhum comentário:
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Acima

Minhas saias ao avesso.
Margarida Souza às 11:05 Nenhum comentário:
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Língua estrangeira

Os pequenos falam-na tão bem!
Margarida Souza às 11:04 Nenhum comentário:
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Valor do meu casaco

Quem sabe a pele, a saracotear por debaixo?
Margarida Souza às 11:03 Nenhum comentário:
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Técnica

O chão, a quem tal habilidade? Estar de pé, vontade voraz.
Margarida Souza às 11:02 Nenhum comentário:
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Quem sou eu

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Margarida Souza
Às vezes gozo o dia em toda sua plenitude; saio, aproveito o sol e a claridade, estabeleço aventuras, descobertas, loucas escaladas, desvarios; outras, entoco-me durante o dia inteiro e me transformo em ser noturno. À hora adiantada escorrego fugidia, apenas cintilâncias sobre o tecido que se confunde com minha pele. Gosto dos lugares ermos à beira mar; torno-me criatura de extensão inominável. Atravesso a noite num soslaio de mulher desinibida, mas em alguns momentos posso ser flagrada enrubescida. Gosto do deslizar calmo das ondas e mais das explosões da preamar em noites de mar brumoso e bravio, em cujo horizonte treme prateado navio tomado não por piratas, mas pelo traço incerto de uma lua inesperada. Um estado de êxtase captura-me e não dou conta do passar das horas. Quando percebo o ponteiro adiantado de um relógio imaginário, mal estremeço; derramamento róseo a oriente torna-se seta ligeira a levantar-me a ponta dos lençóis. Exclamo a Apolo quase rubro: estou distante, não terei tempo! Enfio-me nua num tomara-que-caia imenso e provisório, mar bordado de espumas e transparências... marg_57a@yahoo.com.br
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