Margarida Souza - alguma literatura - poesia

Este site abriga minha produção poética publicada inicialmente no twitter, continuo com o blog de contos em www.margarida57.blogspot.com

domingo, 27 de dezembro de 2020

Cores VII

Black lives matter.

Resultados da W

Margarida Souza às 09:32 Nenhum comentário:
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Cores VI

Alguém já pensou ao que se pode atribuir o marrom.
Margarida Souza às 09:30 Nenhum comentário:
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Cores V

Preferia que a esperança fosse azul.
Margarida Souza às 09:29 Nenhum comentário:
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Cores IV

Gris, toi en français, moi presque rouge.
Margarida Souza às 09:28 Nenhum comentário:
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Cores III

O céu despencava sobre minha cabeça. E não era azul.
Margarida Souza às 09:27 Nenhum comentário:
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Cores

Qual a diferença entre um beijo vermelho e um cor de rosa?

Margarida Souza às 09:26 Um comentário:
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Cores II

A paz nem sempre é branca.
Margarida Souza às 09:26 Nenhum comentário:
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domingo, 20 de dezembro de 2020

Abri as cortinas

Era isso, eu tinha receio de me suicidar.
Margarida Souza às 10:39 Nenhum comentário:
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Palavra

Antes de fazer-se ideia.

Margarida Souza às 10:38 Nenhum comentário:
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Mágico

Envereda-te pelos subúrbios de Alepo, pelo que resta de Alepo. Poderás tornar a vida dos escombros, poderás fazer-te crer. Quem sabe uma nova religião.

Margarida Souza às 10:37 Nenhum comentário:
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Embriaguez

Vens da Trácia?

Margarida Souza às 10:34 Nenhum comentário:
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Nascentes

 De um jato, fez-se você.

Margarida Souza às 10:33 Nenhum comentário:
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Afio facas

 No alto do Leblon. Rubra, a lâmina.

Margarida Souza às 10:32 Nenhum comentário:
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Minha loucura

 Tudo em uma palavra.

Margarida Souza às 10:30 Nenhum comentário:
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Réveillon

 Mas durmo tanto!

Margarida Souza às 08:12 Nenhum comentário:
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Festas

 Como-me e bebo-me pelos olhos.

Margarida Souza às 08:11 Nenhum comentário:
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Perfume

 Sinto-me.

Margarida Souza às 08:10 Nenhum comentário:
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Cânfora

Importa apenas o som.

Margarida Souza às 08:09 Nenhum comentário:
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Vertente

 Ponto de vista ou mergulho no abismo?

Margarida Souza às 08:09 Nenhum comentário:
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Lanchonete

Morde-me, no Mc Donald. 
Margarida Souza às 08:08 Nenhum comentário:
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Aeroporto

 Somos todos seres alados.

Margarida Souza às 08:07 Nenhum comentário:
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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Cascos

Patas de cavalo ou navios no porto?

Margarida Souza às 10:12 Nenhum comentário:
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Água de coco

Gotas respingam sobre meu ventre; ondas da arrebentação. Aquática, secreto-me no teu corpo. Talvez me sintas na pele, um dia sem guarda-chuva.

Margarida Souza às 10:02 Nenhum comentário:
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Calos

 Impossível a perfeição.

Margarida Souza às 08:05 Nenhum comentário:
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domingo, 13 de dezembro de 2020

Fronteiras

 Qual o meu país?

Margarida Souza às 11:52 Nenhum comentário:
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Londres, Córdoba, Genebra

 Sons de poesia no lugar de cidades.

Margarida Souza às 11:50 Nenhum comentário:
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Enigmas

 Já tivemos muitos Édipos.

Margarida Souza às 11:49 Nenhum comentário:
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Buenos Aires

Jorge Luís Borges.

Margarida Souza às 11:48 Nenhum comentário:
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Biblioteca

 Livro atrás da prateleira.

Margarida Souza às 11:46 Nenhum comentário:
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Tantos livros

 Cultura na periferia.

Margarida Souza às 11:46 Nenhum comentário:
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Margens

 E a folha amarrotada.


Margarida Souza às 11:44 Nenhum comentário:
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domingo, 6 de dezembro de 2020

Estrangeira

 Espera-me a aduana.

Margarida Souza às 10:27 Nenhum comentário:
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Polícias

Me empresta tua arma, quero te matar.
Margarida Souza às 10:26 Nenhum comentário:
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Social

Café na padaria.

Margarida Souza às 10:26 Nenhum comentário:
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Grávida:

 a periferia.

Margarida Souza às 10:24 Nenhum comentário:
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Por que as cidades (quase todas) são cortadas por um rio?

 Sede e fome.

Margarida Souza às 10:23 Nenhum comentário:
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Navio na neblina

 Apitam.

Margarida Souza às 10:21 Nenhum comentário:
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Pontes

 Depois da guerra.

Margarida Souza às 10:20 Nenhum comentário:
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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Urca

 Da tua varanda eu via a pista do aeroporto.

Margarida Souza às 08:04 Nenhum comentário:
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Leblon

 Estás sempre de vigília. A onda não dobra teu mastro.

Margarida Souza às 08:03 Nenhum comentário:
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Ipanema

 Cara de sono às nove da noite.

Margarida Souza às 08:02 Nenhum comentário:
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Copacabana

 Tantas vezes te falei do hotel.

Margarida Souza às 08:02 Nenhum comentário:
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Rua da Alfândega

 Atravessas o deserto. Resgata-me ou aprecias minha bolsa de algodão?

Margarida Souza às 08:01 Nenhum comentário:
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Óculos escuros

 Procuras meus olhos azuis.

Margarida Souza às 08:00 Nenhum comentário:
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Palmeiras

 Da gávea.

Margarida Souza às 07:59 Nenhum comentário:
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Margarida Souza
Às vezes gozo o dia em toda sua plenitude; saio, aproveito o sol e a claridade, estabeleço aventuras, descobertas, loucas escaladas, desvarios; outras, entoco-me durante o dia inteiro e me transformo em ser noturno. À hora adiantada escorrego fugidia, apenas cintilâncias sobre o tecido que se confunde com minha pele. Gosto dos lugares ermos à beira mar; torno-me criatura de extensão inominável. Atravesso a noite num soslaio de mulher desinibida, mas em alguns momentos posso ser flagrada enrubescida. Gosto do deslizar calmo das ondas e mais das explosões da preamar em noites de mar brumoso e bravio, em cujo horizonte treme prateado navio tomado não por piratas, mas pelo traço incerto de uma lua inesperada. Um estado de êxtase captura-me e não dou conta do passar das horas. Quando percebo o ponteiro adiantado de um relógio imaginário, mal estremeço; derramamento róseo a oriente torna-se seta ligeira a levantar-me a ponta dos lençóis. Exclamo a Apolo quase rubro: estou distante, não terei tempo! Enfio-me nua num tomara-que-caia imenso e provisório, mar bordado de espumas e transparências... marg_57a@yahoo.com.br
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