Margarida Souza - alguma literatura - poesia

Este site abriga minha produção poética publicada inicialmente no twitter, continuo com o blog de contos em www.margarida57.blogspot.com

domingo, 27 de dezembro de 2020

Cores VII

Black lives matter.

Resultados da W

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Cores VI

Alguém já pensou ao que se pode atribuir o marrom.
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Cores V

Preferia que a esperança fosse azul.
Margarida Souza às 09:29 Nenhum comentário:
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Cores IV

Gris, toi en français, moi presque rouge.
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Cores III

O céu despencava sobre minha cabeça. E não era azul.
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Cores

Qual a diferença entre um beijo vermelho e um cor de rosa?

Margarida Souza às 09:26 Um comentário:
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Cores II

A paz nem sempre é branca.
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domingo, 20 de dezembro de 2020

Abri as cortinas

Era isso, eu tinha receio de me suicidar.
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Palavra

Antes de fazer-se ideia.

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Mágico

Envereda-te pelos subúrbios de Alepo, pelo que resta de Alepo. Poderás tornar a vida dos escombros, poderás fazer-te crer. Quem sabe uma nova religião.

Margarida Souza às 10:37 Nenhum comentário:
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Embriaguez

Vens da Trácia?

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Nascentes

 De um jato, fez-se você.

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Afio facas

 No alto do Leblon. Rubra, a lâmina.

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Minha loucura

 Tudo em uma palavra.

Margarida Souza às 10:30 Nenhum comentário:
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Réveillon

 Mas durmo tanto!

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Festas

 Como-me e bebo-me pelos olhos.

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Perfume

 Sinto-me.

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Cânfora

Importa apenas o som.

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Vertente

 Ponto de vista ou mergulho no abismo?

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Lanchonete

Morde-me, no Mc Donald. 
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Aeroporto

 Somos todos seres alados.

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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Cascos

Patas de cavalo ou navios no porto?

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Água de coco

Gotas respingam sobre meu ventre; ondas da arrebentação. Aquática, secreto-me no teu corpo. Talvez me sintas na pele, um dia sem guarda-chuva.

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Calos

 Impossível a perfeição.

Margarida Souza às 08:05 Nenhum comentário:
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domingo, 13 de dezembro de 2020

Fronteiras

 Qual o meu país?

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Londres, Córdoba, Genebra

 Sons de poesia no lugar de cidades.

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Enigmas

 Já tivemos muitos Édipos.

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Buenos Aires

Jorge Luís Borges.

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Biblioteca

 Livro atrás da prateleira.

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Tantos livros

 Cultura na periferia.

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Margens

 E a folha amarrotada.


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domingo, 6 de dezembro de 2020

Estrangeira

 Espera-me a aduana.

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Polícias

Me empresta tua arma, quero te matar.
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Social

Café na padaria.

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Grávida:

 a periferia.

Margarida Souza às 10:24 Nenhum comentário:
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Por que as cidades (quase todas) são cortadas por um rio?

 Sede e fome.

Margarida Souza às 10:23 Nenhum comentário:
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Navio na neblina

 Apitam.

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Pontes

 Depois da guerra.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Urca

 Da tua varanda eu via a pista do aeroporto.

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Leblon

 Estás sempre de vigília. A onda não dobra teu mastro.

Margarida Souza às 08:03 Nenhum comentário:
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Ipanema

 Cara de sono às nove da noite.

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Copacabana

 Tantas vezes te falei do hotel.

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Rua da Alfândega

 Atravessas o deserto. Resgata-me ou aprecias minha bolsa de algodão?

Margarida Souza às 08:01 Nenhum comentário:
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Óculos escuros

 Procuras meus olhos azuis.

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Palmeiras

 Da gávea.

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terça-feira, 24 de novembro de 2020

Laços

Sem.

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Bailarina

 Fazes-te eixo; eu, a roda.

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Asas

 Que não me deixam voar.

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Lado de fora

 Epiderme.

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Lado de dentro

 Impossível segurar o fluxo.

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Boca pintada

 O vermelho pesa-me a asa.

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Dentro de mim mora um anjo

 Mas prometeu entregar o imóvel.

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domingo, 8 de novembro de 2020

Reserva

 Guarda-me. Animal.

Margarida Souza às 12:45 Nenhum comentário:
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Gansos

A lama é imperial.

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Insônia

 Sapatos, muitos sapatos sob a cama. Caminho, caminho. Escapa-me a noite. 

Margarida Souza às 12:42 Nenhum comentário:
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Noite de insônia

 O que escondo sob a cama?

Margarida Souza às 12:39 Nenhum comentário:
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Banhista

 Procuro versos na minha página/corpo. Nudez rimo com três. Página/corpo/potro.

Margarida Souza às 12:37 Nenhum comentário:
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Depois da insônia

 Onde as marcas que fizestes no meu corpo?

Margarida Souza às 12:32 Nenhum comentário:
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Noite física

 Voo nua, procuro teu abraço.

Margarida Souza às 12:31 Nenhum comentário:
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domingo, 1 de novembro de 2020

Camões

Todos portugueses, aonde quer que se vá. A língua a capengar. Todos portugueses. Quero de volta Portugal.

Margarida Souza às 11:11 Nenhum comentário:
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Camões

Tanto mar, tanto mar, e voltaste à terra natal.

Margarida Souza às 11:09 Nenhum comentário:
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Versos

Nos meus, não quero choro. Mas a ascensão. Breve sonho alado.

Margarida Souza às 11:08 Nenhum comentário:
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São Paulo de Piva

Motores, hélices de helicóptero, meu casaco manchado de sangue.

Margarida Souza às 11:02 Nenhum comentário:
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Piva

Tarde metálica, milkshakes azuis, espermatozoides no ácido.

Margarida Souza às 11:00 Nenhum comentário:
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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Prazer

 Não se goza flutuando.

Margarida Souza às 07:05 Nenhum comentário:
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Suas águas

 Sempre estou molhada.

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Pedra

 Imóvel, descanso.

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Palmilho

 É bom deixar rastros.

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Almoço

 Tenho fome, como acontece com todas as mulheres.

Margarida Souza às 07:01 Nenhum comentário:
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Perfumes

 Quando estão en train de se dissipar.

Margarida Souza às 07:00 Nenhum comentário:
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Margens

 São menos frequentadas.

Margarida Souza às 06:59 Nenhum comentário:
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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

No teu corpo

 O cheiro do meu amor.

Margarida Souza às 11:04 Nenhum comentário:
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De repente

Respingos da preamar.

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sábado, 17 de outubro de 2020

Naufrágio

Mar

Explosões,

Naufrágio visto da janela.

A terra tão próxima

Mas movediça.

Resgates, sirenes, aeronaves.

O navegador morre muitas vezes,

Morre com todos os barcos.

Margarida Souza às 11:30 Nenhum comentário:
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Luz da manhã

A luz da manhã embriaga-me,

pai zeloso olhando a filha que brinca na grama do parque.

Proteção que faltará um dia.

A solidão,

Destino final das lembranças.

Os pais mortos,

A não descendência,

A grama vazia.

Margarida Souza às 11:23 Nenhum comentário:
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domingo, 11 de outubro de 2020

Cedo

 Hora de me surpreenderes.

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Verdes são os campos

 Quer-me ovelha desgarrada.

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Docemente

 Conquistas-me com uma caixa de bombom.

Margarida Souza às 11:51 Nenhum comentário:
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Amador

 Precisas conhecer melhor as mulheres.

Margarida Souza às 11:50 Nenhum comentário:
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Perder-te

 Preparar-te para outra.

Margarida Souza às 11:50 Nenhum comentário:
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Amor é fogo

 A água está fervendo.

Margarida Souza às 11:49 Nenhum comentário:
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Mar de contentamento

 Nadas na minha direção?

Margarida Souza às 11:48 Nenhum comentário:
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domingo, 4 de outubro de 2020

Risonha manhã

 Ainda não tinhas chegado.

Margarida Souza às 13:04 Nenhum comentário:
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Perfume

Kenzo. Masculina! 

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Lago sereno

 Esqueci minha bolsa enquanto nadava.

Margarida Souza às 13:03 Nenhum comentário:
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Flores

 Não sei, prefiro teu cheiro.

Margarida Souza às 13:02 Nenhum comentário:
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Tranças

 Estás embaraçado à minha ideia!

Margarida Souza às 13:01 Nenhum comentário:
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Auroras

 Vou nua na praia.

Margarida Souza às 13:00 Nenhum comentário:
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Dedos

 Quantos os namorados?

Margarida Souza às 12:59 Nenhum comentário:
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sábado, 26 de setembro de 2020

Senhor

Dominas-me, mas não me queres imóvel.

Margarida Souza às 11:07 Nenhum comentário:
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Festa

Trouxeste o vinho.

Margarida Souza às 11:05 Nenhum comentário:
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Razão

Quando te procuro com os dedos.

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Amantes

Somos todas.

Margarida Souza às 11:02 Nenhum comentário:
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Futuro

 Deitada sobre o teu peito.

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O mundo é perfeito

 O cisne sobre o lago.

Margarida Souza às 11:00 Nenhum comentário:
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Perfumes

Flores, meu jardim, teu pescoço.

Margarida Souza às 10:59 Nenhum comentário:
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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Faltas

Procuro-me  no teu corpo.

Margarida Souza às 08:50 Nenhum comentário:
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terça-feira, 15 de setembro de 2020

Independência

 Pernas bem fechadas.

Margarida Souza às 09:17 Nenhum comentário:
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Partido

 Arre, com os políticos. Encontre-me às 21h00, diante do impasse.

Margarida Souza às 09:16 Nenhum comentário:
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Embriaguez

 Gostinho de café.

Margarida Souza às 09:15 Nenhum comentário:
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Pastilha

 Hálito-me, por sob a máscara.

Margarida Souza às 09:14 Nenhum comentário:
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Inverno

 Pulôver, coceirinha.

Margarida Souza às 09:13 Nenhum comentário:
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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Tutifruti

 O hálito dentro da máscara.

Margarida Souza às 07:53 Nenhum comentário:
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terça-feira, 1 de setembro de 2020

Vestido

 Adoro homem elegante!

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Cochilava

 Azar, o dele.

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Loucura

 Sair com um machão.

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Inesperado

 Mordidinha de mosquito.

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Composição

 No vagão errado, perdeste-me.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Arrepiada

 Batida de maracujá.

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quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Língua

 Palavras úmidas.

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Pique-nique de Primavera

 Eu e a toalha nua, a relva.

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Degelo

 Goteja teu punhal.

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Embriaguez

 Leveza sobe as espáduas.

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Cabideiro com chapéus

 Inteligência artificial.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Armário de mulher

 Blusinha, presente de um ex-namorado.

Margarida Souza às 08:50 Nenhum comentário:
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Trasnparência

 Minha janela, o vizinho de lunetas.

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Pastilhas

 Pra que servem mesmo?

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Planta de apartamento

 Medo de altitude.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Sorvete

 No café da livraria, o hotel defronte, vestidinho acima dos joelhos.

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terça-feira, 18 de agosto de 2020

Fios de algodão

 Meu vestidinho nas tuas mãos.

Margarida Souza às 09:55 Nenhum comentário:
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Transbordamentos

 A cachoeira congela no inverno.

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Incontinência

 O fim.

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Mineralidade

 Areias da praia, marcas dos meus pés.

Margarida Souza às 09:49 Nenhum comentário:
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Radio pirata

 Invasões a bombordo.

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Automobilismo

 O volante, tuas mãos, minha pele quente.

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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Floresta da Tijuca.

 Abraça-me, atrás da árvore, já não é pecado.

Margarida Souza às 10:25 Nenhum comentário:
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Copacabana

 Um inglês, na areia da praia, em frente ao Hilton.

Margarida Souza às 10:23 Nenhum comentário:
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Ipanema

Bolsa na vitrine da Louis Vuitton. 

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Investimento

 Leva meu número. Apenas.

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Indústria

Produzo-me.
Margarida Souza às 10:20 Nenhum comentário:
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Metálica

 No teu carro.

Margarida Souza às 10:19 Nenhum comentário:
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terça-feira, 11 de agosto de 2020

Professora de inglês

 A caminho do

manhã de lábios frescos

curso

línguas trocadas

estrangeiras.

Margarida Souza às 09:01 Nenhum comentário:
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Metrô

11h45m

três rapazes

assento de sorrisos

transversal

meu batom de frente

erótica.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Tantos os cães

 Mascote era meu namorado.

Margarida Souza às 11:34 Nenhum comentário:
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Galos

 Espreguiço-me. Sonhas comigo.

Margarida Souza às 11:33 Nenhum comentário:
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Vegetal

Folha, meu poema.

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Telhados

 Pedacinho do céu.

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Vitral

 Anjos cor de rosa.

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terça-feira, 4 de agosto de 2020

Namoros nas alturas

Pernas trocadas / meus tênis teus / vermelhos azuis.
Margarida Souza às 08:01 Nenhum comentário:
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Ventura

Montanhas de pinos / granitos me dependuram / em baixo a cidade.
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Frio

Sintaxe de algodão / pele predicativa.
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Vegetal

Carvão no lugar de / minhas mãos de metáforas.
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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Hipálage

Praia azul, bquíni de sol.
Margarida Souza às 10:02 Nenhum comentário:
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Pequena história de minha cidade

rio de águas mornas rio de águas quentes rio insalubre rio de petróleo! Rio, tanto chumbo.
Margarida Souza às 09:28 Nenhum comentário:
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Qual o título?

estava nua, a noite / estava noite, a nua
Margarida Souza às 09:26 Nenhum comentário:
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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Pedra - 3

Atire-ma. És pleno de faltas.
Margarida Souza às 10:30 Nenhum comentário:
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Pedra - 2

Mineral tua pele, crosta terrestre, Etna perdido no tempo.
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Pedra

Minhas mãos, minarais. Preferia tocar-te a pele.
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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Vazio

A face luminosa da palavra.
Margarida Souza às 11:34 Nenhum comentário:
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Poesia

Dessacramento.
Margarida Souza às 11:33 Nenhum comentário:
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Na ponta do dedo

Marca de batom.
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Ddicionário

Encontrar as palavras.
Elas ainda não existem.
Margarida Souza às 11:32 Nenhum comentário:
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Simples

Depois de muita complicação.
Margarida Souza às 11:30 Nenhum comentário:
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Feminina a palavra

Estranho, gostamos. muito
Figuras geométricas.
Por que me apontava?
Margarida Souza às 11:28 Nenhum comentário:
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Asas

Voávamos alturas,
dependurada no teu pescoço.
Não dava pra acreditar no professor de física.
Margarida Souza às 11:25 Nenhum comentário:
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Esta noite

Terríveis as palavras, eram de amor.
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Pássaros

Pousados nas mãos das moças. Vinham porque elas eram virgens.
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Tarde de inverno

Milkshake de morango, a máscara vermelha.
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sexta-feira, 26 de junho de 2020

Desprendeu-se

Eu trouxe o perfume.
Margarida Souza às 11:40 Nenhum comentário:
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Tu vinhas

Mas as naves não aportaram.
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Lua

Quatro fases. Quantas são as minhas?
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Eloquência

Curvas na aula de ginástica.
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Espelho

O mesmo retrato durante a vida inteira.
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Motivo

Desmorono o edifício.
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João amava Tereza

Mas foi J. Pinto Fernandes que me deixou nua.
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Cheio de pernas

O bonde? Não, o homem atrás do bigode.
Margarida Souza às 11:30 Nenhum comentário:
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Jornal

Meu diário amoroso.
Margarida Souza às 11:29 Nenhum comentário:
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Quarentena

Meu amor, meu roteador.
Margarida Souza às 11:28 Nenhum comentário:
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Afastamento social

L'ecran.
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Meeting

Pelo zoom?
Margarida Souza às 11:26 Nenhum comentário:
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Veemente

Mentes. ou tens boa a cabeça?
Margarida Souza às 11:24 Nenhum comentário:
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Casquinha

Ferida curada.
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terça-feira, 23 de junho de 2020

A casa

O muro de heras, tão, tão, como dizer?, verde? Era outono.
Margarida Souza às 11:15 Nenhum comentário:
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Ele

O prédio é aquele, vês? Agora o homem...
Margarida Souza às 11:13 Nenhum comentário:
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Camiseta

Por que os homens nos querem sempre tirar a roupa? Sobrou-ma.
Margarida Souza às 11:12 Nenhum comentário:
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Café

Depois dos vinte ficamos todas loucas. Um café. a cafeína...
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Partículas

Partículas elementares, passo a você em tempos de teletransporte. Meu corpo? A 15 km...
Margarida Souza às 11:09 Nenhum comentário:
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sexta-feira, 5 de junho de 2020

Heras

Roças meu muro alto.
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Tua mão não é cega, e trazes o lápis

Aranhas.
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Mão vil

Boca amarga.
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Última quimera

Corte que não sangra.
Margarida Souza às 09:51 Nenhum comentário:
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Vestidos noturnos,

Tudo invenção.
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Uma palavra caída

Adivinha.
Margarida Souza às 09:48 Nenhum comentário:
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Como é doce a viração!

Morde e mastiga o meu frescor.
Margarida Souza às 09:46 Nenhum comentário:
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E na tua palidez

Onde minha vitamina C?
Margarida Souza às 09:44 Nenhum comentário:
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Se você gritasse, se você gemesse

Mais alto?
Margarida Souza às 09:43 Nenhum comentário:
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Com a chave na mão quer abrir a porta

Esses hotéis poeiras.
Margarida Souza às 09:42 Nenhum comentário:
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E agora, Célia?

A noite acabou, e você de cetim!
Margarida Souza às 09:40 Nenhum comentário:
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Palmeiras

O tronco tão fino. Minha perna esquerda.
Margarida Souza às 09:38 Nenhum comentário:
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O sábia cantou

Verdade!
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Via Láctea

Não sei não, mas minhas pernas...
Margarida Souza às 09:35 Nenhum comentário:
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Ouvi estrelas

Grudada eu ao teu torso, estrelas tatuadas na tua pele.
Margarida Souza às 09:34 Nenhum comentário:
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Perdeste o senso?

Onde a seta, o norte?
Margarida Souza às 09:33 Nenhum comentário:
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Eu a dizer do amor que tive

Não quero ser cruel, mas talvez não seja ele.
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Quando mais tarde me procure

Talvez esteja eu na casa do vizinho.
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Que seja infinito enquanto duro

O mesmo precisa ser duro?
Margarida Souza às 09:30 Nenhum comentário:
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De tudo ao meu amor serei atenda

Ele olhando minha pinta na barriga.
Margarida Souza às 09:28 Nenhum comentário:
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domingo, 31 de maio de 2020

Fim, a palavra impressa

Mas era o início do livro
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Conta-corrente

Vixe! Um dia bancário.
Margarida Souza às 11:10 Nenhum comentário:
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Ladrão

Amor às escondidas, pernas invisíveis.
Margarida Souza às 11:09 Nenhum comentário:
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Não estava em casa

Voava eu, mesmo na falta de asas.
Margarida Souza às 11:07 Nenhum comentário:
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Meti o nariz onde não fui chamada

Arranjei um namorado.
Margarida Souza às 11:07 Nenhum comentário:
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O céu

Não sei se em sonho, ou se fim de domingo.
Margarida Souza às 11:06 Nenhum comentário:
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Cruzar olhares

Minha fisionomia, grávida que só!
Margarida Souza às 11:05 Nenhum comentário:
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Acima

Minhas saias ao avesso.
Margarida Souza às 11:05 Nenhum comentário:
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Língua estrangeira

Os pequenos falam-na tão bem!
Margarida Souza às 11:04 Nenhum comentário:
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Valor do meu casaco

Quem sabe a pele, a saracotear por debaixo?
Margarida Souza às 11:03 Nenhum comentário:
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Técnica

O chão, a quem tal habilidade? Estar de pé, vontade voraz.
Margarida Souza às 11:02 Nenhum comentário:
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domingo, 12 de abril de 2020

Vime

O cesto dependurado em um dos braços,
a pele alva, apenas.
Busco o teu laço.
Ou o meu.
Ladrão, foste tu? 
Margarida Souza às 12:50 Nenhum comentário:
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O corvo

Que desejas, pássaro de mal agouro?
És mal afortunado, ou me dás
uma taça de vinho?

Margarida Souza às 12:47 Nenhum comentário:
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Plantas do jardim

Me veem nua
no domingo de manhã.
Margarida Souza às 12:45 Nenhum comentário:
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Ator

Fingida
disfarço.
Homem, mulher?
quem sabe? Há outras
maneiras de representar.
o mel...
Margarida Souza às 12:44 Nenhum comentário:
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Flor

Pétalas, abro-me, o sol ainda é suave.
Margarida Souza às 12:41 Nenhum comentário:
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sábado, 11 de abril de 2020

Incêndios

Tantas as as chamas. Incendeio-me quando meu nome na tua boca.
Margarida Souza às 16:49 Nenhum comentário:
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Cubos

Nunca fui boa em geometria. Mas ela está em toda parte. A tal geometria. Neste quadrado, naquele retângulo. Nado numa esfera.
Margarida Souza às 16:34 Nenhum comentário:
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Tradutor automático

Não gosto, prefiro inventar palavras, ou quem sabe uma língua. Estou te traindo? Tradutor traído.
Margarida Souza às 16:33 Nenhum comentário:
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Duas vezes, o mesmo rio

Banhávamos. Seria um banho mesmo?
Garotos passaram e nos olharam.
Inocentes.
O rio a esconder minhas vergonhas.
Margarida Souza às 16:31 Nenhum comentário:
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Limão

Gotículas verdes, fosforescências sobre meu ventre,
teu gesto simples, o verão ainda que tardio.
Margarida Souza às 16:29 Nenhum comentário:
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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Aberração

Aberração. Teu torso, minhas mãos.
Margarida Souza às 11:48 Nenhum comentário:
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O tempo

Helicópteros e automóveis fazem muito ruídos. Gostos dos relógios. Mas deixo o tempo passar.
Margarida Souza às 11:47 Nenhum comentário:
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Gangue

Uma gangue, oh, como lhe pertencer? Sabem amar? Sabem namorar? Ou especializaram-se apenas no manejo de facas?
Margarida Souza às 11:46 Nenhum comentário:
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Rainhas

Rainhas... Deseja-se sempre ser rainha. Melhor a cortesã, passeia com liberdade pela corte.
Margarida Souza às 11:44 Nenhum comentário:
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Branca de Neve

A gente deseja que tudo dê certo. Mas como a Branca de Neve pode ter dado certo com os sete anões?
Margarida Souza às 11:43 Nenhum comentário:
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sábado, 22 de fevereiro de 2020

Alegria combina, colombina?

Poesia não rima com alegria?
E com folia?
Os poetas não são tristes.
Precisam do dedo em riste!
Margarida Souza às 10:46 Nenhum comentário:
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Folia

Mente que diz que não gosta.
É uma coceirinha que começa.
Consegues evitar?
Margarida Souza às 10:43 Nenhum comentário:
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Tambores

Quem dera meu coração,
tão ritmado.
Margarida Souza às 10:42 Nenhum comentário:
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Abadá

Moço, pago o preço que for.
Nua, não tenho opinião.
Margarida Souza às 10:41 Nenhum comentário:
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Leda na folia

Onde minha amiga?
E ela ficou de me desamarrar...
Margarida Souza às 10:40 Nenhum comentário:
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Carnaval

Essa marchinha dá uma coceirinha boa
a pele escapa-me por baixo do biquíni
deixo as duas peças nuas!
Margarida Souza às 10:39 Nenhum comentário:
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Margarida Souza
Às vezes gozo o dia em toda sua plenitude; saio, aproveito o sol e a claridade, estabeleço aventuras, descobertas, loucas escaladas, desvarios; outras, entoco-me durante o dia inteiro e me transformo em ser noturno. À hora adiantada escorrego fugidia, apenas cintilâncias sobre o tecido que se confunde com minha pele. Gosto dos lugares ermos à beira mar; torno-me criatura de extensão inominável. Atravesso a noite num soslaio de mulher desinibida, mas em alguns momentos posso ser flagrada enrubescida. Gosto do deslizar calmo das ondas e mais das explosões da preamar em noites de mar brumoso e bravio, em cujo horizonte treme prateado navio tomado não por piratas, mas pelo traço incerto de uma lua inesperada. Um estado de êxtase captura-me e não dou conta do passar das horas. Quando percebo o ponteiro adiantado de um relógio imaginário, mal estremeço; derramamento róseo a oriente torna-se seta ligeira a levantar-me a ponta dos lençóis. Exclamo a Apolo quase rubro: estou distante, não terei tempo! Enfio-me nua num tomara-que-caia imenso e provisório, mar bordado de espumas e transparências... marg_57a@yahoo.com.br
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