Margarida Souza - alguma literatura - poesia

Este site abriga minha produção poética publicada inicialmente no twitter, continuo com o blog de contos em www.margarida57.blogspot.com

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Normal

Vizinha, toda maquiada, meu o vestido.

Margarida Souza às 08:10 Nenhum comentário:
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Cavalheiro

Deixas-me nua...

Margarida Souza às 08:08 Nenhum comentário:
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Cantonada

Para que significado?
Margarida Souza às 08:08 Nenhum comentário:
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Ruídos

Fome
Margarida Souza às 08:07 Nenhum comentário:
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Quadro

Óleo sobe tela.
Margarida Souza às 08:06 Nenhum comentário:
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Correnteza

Pasta d'água no meu ventre cimento armado.

Margarida Souza às 08:06 Nenhum comentário:
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quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Descolorido 3

Temes a mim. Unhas de leite.
Margarida Souza às 07:45 Nenhum comentário:
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Descolorido 2

Penteado cor de rosa. Falta-me o coração,
Margarida Souza às 07:44 Nenhum comentário:
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Descolorido

Lábios azuis no beijo cor de mel.
Margarida Souza às 07:43 Nenhum comentário:
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quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Propriedade 3

Características de mão humana. Uma tulipa.

Margarida Souza às 08:33 Nenhum comentário:
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Propriedade 2

Características de braço. Verde.
Margarida Souza às 08:33 Nenhum comentário:
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Propriedade

Características de árvores.
Margarida Souza às 08:32 Nenhum comentário:
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Margarida Souza
Às vezes gozo o dia em toda sua plenitude; saio, aproveito o sol e a claridade, estabeleço aventuras, descobertas, loucas escaladas, desvarios; outras, entoco-me durante o dia inteiro e me transformo em ser noturno. À hora adiantada escorrego fugidia, apenas cintilâncias sobre o tecido que se confunde com minha pele. Gosto dos lugares ermos à beira mar; torno-me criatura de extensão inominável. Atravesso a noite num soslaio de mulher desinibida, mas em alguns momentos posso ser flagrada enrubescida. Gosto do deslizar calmo das ondas e mais das explosões da preamar em noites de mar brumoso e bravio, em cujo horizonte treme prateado navio tomado não por piratas, mas pelo traço incerto de uma lua inesperada. Um estado de êxtase captura-me e não dou conta do passar das horas. Quando percebo o ponteiro adiantado de um relógio imaginário, mal estremeço; derramamento róseo a oriente torna-se seta ligeira a levantar-me a ponta dos lençóis. Exclamo a Apolo quase rubro: estou distante, não terei tempo! Enfio-me nua num tomara-que-caia imenso e provisório, mar bordado de espumas e transparências... marg_57a@yahoo.com.br
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