sábado, 30 de novembro de 2024

Exílio da própria casa

Cimento armado, cacos de vidro: firo-me, corto-me os pulsos.

terça-feira, 26 de novembro de 2024

Sem varinha

Tuas mãos, a colher, poção de prazer.

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Nua

Duas laranjas nas minhas mãos. 

terça-feira, 19 de novembro de 2024

Domingo de sol em Copacabana

O fio; sou duas a olhos alheios? Inteira, encharca-me a maré.

Ponte

Cobras e lagartos, onde esconder o êxtase?

Três da madrugda

Lençóis, a pele, gotículas como as da maré; gozo-me.

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Nove da noite

Colher, a sopa, reflexos do teu rosto no meu copo de cristal.

domingo, 3 de novembro de 2024

Solar

Meu corpo quente. Tuas mãos espalhando o protetor solar sobre minha pele.