sábado, 5 de maio de 2012

Adoro a cidade e seus artifícios, passar à noite como estrela fugaz por rua em que a névoa friorenta escapa. E tu a mergulhares o meu corpo.
A maresia, meu corpo salgado, e o vento que vem de longe... A quentura das minhas mãos dentro do bolso do casaco.
Ontens e amanhãs, espero-te. Onde o tempo?

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Longínquo o som das vozes alheias. É o mundo que continua a existir. Da janela não vejo quem conversa. Esse vozerio bem daria um belo poema.
Calos nas mãos, esbarro na louça que enfeita a mesinha da sala, Um pratinho cai mas não quebra. Suspiro um poema. Alívio.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Os raros momentos de solidão e de silêncio são, na maioria das vezes, a pura poesia.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O verso, não perfeito, mas como se jamais dito, qual estátua em museu antigo, sempre.