Assim como brilha, logo apaga, a poesia fugaz dessas páginas digitais...
Festa dos sentidos, a noite se avizinha, pulsa quente o corpo da cidade, corpo de todos, e que vai quente, à espera do momento de amor.
Tão confusas essas teclas... quase a poesia vai em outra língua, numa em que ninguém poderia decifrar-lhe o sentido.
Trapo, o meu corpo depois de o tateares,,, O amor.
A preguiça me domina, fica o lápis guardado na gaveta. E minha poesia escapa-me, mas vai muda.
Poucas as palavras, espaço exíguo essa rua, quase viela, em que derramo minha língua europeia. E tu, que não precisas de verbos quando amas.
Adoro a cidade e seus artifícios, passar à noite como estrela fugaz por rua em que a névoa friorenta escapa. E tu a mergulhares o meu corpo.