Voltar atrás, quantas vezes?
Voltar atrás, quantas vezes?
Fios de náilon, atar-me-ás ao meu amor ou me envolverás o pescoço para me deixar dependurada?
Itinerário, faíscas urbanas apontam o caminho. A noite cai, cibernética. A Lagoa espelha os postes de luz. Ainda os peixes.
Facas, para que vos quero? Cortais minha pele alva, filete de sangue, poesia...
Não me olhes através do espelho. Na verdade, enxergas a ti mesma.
Poema, fala-se a um auditório vazio. Apenas uma senhora (e surda!), na última fila.