quinta-feira, 2 de maio de 2013

Tua carícia, sempre o meu corpo, sempre a contrapelo. Tua carícia rouba-me a roupa, lança-me louca... Mas tudo moinhos de vento,
Desejo, sempre o desejo, para onde me levas? Desejo, sopro em língua estrangeira, perco-me em aduanas de morte anunciada...
Ruídos na vidraça da sala. O vento atravessa-me o poema, Faço rimas no intervalo de silêncios, arrepios douram-me a pele.
Canto-te uma canção. Mas não a mesma. Canto-te uma canção, enquanto a vidraça nos protege do vento.
O pátio onde brincávamos... É outra a estação, crianças que não são mais crianças, o sol atravessa o meio do dia.
Cores de outono, traços de moça, a pele, o poema maduro.
Janelas e livros, meu corpo, página para teu poema...