quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ginástica pela manhã. À beira mar? Na academia? Ginástica pela manhã. Torcer sílabas, encontrar palavras, inventar sintaxes.
Tantas as portas numa cidade. Bater em qual delas. Todo vendedor amanhece rico.
Conheces os sapatos que passam? Conheço os pés nus do homem, também nu, que dormiu na minha cama.
Sílabas soltas em Copacabana, ruídos de táxis, ônibus. Minha empregada não veio.

domingo, 2 de junho de 2013

Sono de domingo, torpor que me beira ao meio-dia. Sono de domingo, sol que me surpreende ao zênite, que me deixa ao flerte, me rouba a pele.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Cristo ao fundo, bastava que olhasses para cima, por trás de meu ombro. E eu via o espelho d'água da Lagoa. Embora plácido, eu naufragava.
Não digas o que houve, apenas que era maio, o mês em que te amei. Não digas o que houve, olha o cão à porta alheio aos dias e ao calendário.