sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Os números ímpares são mais fortes, sozinhos sempre, nunca formam par. Números ímpares, como dos homens os corações... Tão díspares.
Ainda escutas a poesia? Curto circuito! Teus olhos tão sãos. Insistes a ti na minha direção...
Morrer não é difícil, tão frágil a vida. Palpita teu coração, palpita na minha direção...
As veias, todas azuis, minha pele transparente. Vês o meu cabelo? Esconde-te na noite escura.
Oh, o cuco do relógio! Tantos os pássaros livres. Que se desvie do meu corpo tua voraz seta.
Não sou a fuga, nem a caçadora. Uma imagem de Buda, lampejos, ilumina-se a noite, sonhadora...
Imagens febris do dia que se encerra, meu corpo quente, tu me esperas no teu copo, bares de sexta-feira.