domingo, 3 de agosto de 2014

Sou patrícia romana distante de ti. Mas roubo-te a beatitude. Sou patrícia romana, Muitos os césares, poucos os amores.
De balas traspassada, duas de lado a lado; não trago a cigarreira, já vai distante minha imagem de cinema, levas-me a identidade, e o poema.
Recitavas um poema de Pessoa, e eu a dizer que não me prendia a nada, apenas o fio tênue de água do regato, que nos perpetuaria os lábios...
Lembra-te da pequena cascata? Namorávamos na noite que escorria pelas rochas, águas que formariam rios. E eu sem o vestido!
Vinho e olvido... Umedecemos nossos lábios rubros.
Prazer, mas devagar, que não termine o entardecer de domingo...

O tempo não linear. O amor saltitando junto a rosas; a face taciturna ante uma recusa; a aurora orvalhada umedecendo-me a barra do vestido.