domingo, 1 de março de 2015

Nua a meio, nua por inteiro, e o mar a me servir de vestido... Onde estás para apreciar tua musa?
Volta aqui, deixa-me em teus braços, melhor que minhas roupas...
Espias a mim sem que eu perceba. Nadas, submarino, estás tão perto... Não consegues descobrir-me.
Estás a me deixar nua! Onde o vento há de me levar?
Tranquiliza-te, minhas mãos são dois tabletes de açúcar.
Creio que sabias e que te darás conta, o peso do corpo é o peso do amor...
Real, o tempo em que te escrevo; o arrepio do sol, a salpicar-me de sal, gotículas transparentes a revelar-te meu paladar.