quinta-feira, 12 de março de 2015

A poesia não frequenta programa de auditório.
Se escreves e ecoa o silêncio, é a poesia...

Quero demorar-me nos teus braços, mas onde os braços?
Tu não hás...
Haverá alguém?
Cada um, um universo.
Tudo ficções.
Muitas vezes não escrevemos o que as pessoas desejam.
A poesia é assim, um fio a escapar do orifício da agulha.
O caminho da poesia,
tanta repetição.
Um albatroz sobrevoa o navio;
a poesia por um fio.
Caminhavas sobre a brancura das areias e não era o deserto; areias apenas, longe o mar; eu, nas espumas a me dissolver e a me recompor; tuas as mãos.
Derramaste a ti sobre o meu corpo, inunda-me com tuas inquietações, duvidas se te amo. Melhor a dúvida, uma pulga e eu nuinha...