sexta-feira, 30 de março de 2012

O vento atira-me de um lado a outro,mas já não o percebo; a pele salga, mãos negras, algas, o fogo lá no alto; e me quero a amar, tão logo!
Qual a matéria da poesia?Toda, mesmo a pilhéria.Que matéria do dia a dia?Sempre deletéria.O que me move arredia?A falta, pauta que me guia.
Trabalhadores do mar, explorais o negro minério, riqueza inesperada achada talvez em má hora, estrangeiros todos os impérios, Respiro óleo?.
Ficção? Ah, ontem, sempre o passado, há quem não viva sem uma lembrança. A rua, alguém na manhã nova e fresca, que destino hei de lhe dar?

quinta-feira, 29 de março de 2012

Pecados e pecadores, o corpo sempre interditado. Pecados e pecadores, o corpo sempre amordaçado. Permitido? Apenas como ideia, os amores.
Cordas, são tantas: as do violino, do piano, do violão. Puxas a cortina? Talvez as do relógio; ah, o tempo...Cordas, uma para o meu pescoço.
Bicicletas? Antiga a roda que gira, e vai o mundo todo puxado por uma corrente. Atlas já não sustenta a Terra...