quinta-feira, 31 de maio de 2012

Não me olhes através do espelho. Na verdade, enxergas a ti mesma.
Poema, fala-se a um auditório vazio. Apenas uma senhora (e surda!), na última fila.
Poesia de papel, incêndio a me levar o poema e as cinzas. Poesia no computador, tantos os vírus... Pior, poeira em Sirius...
O mundo prático, papelaria, lápis, canetas, teclado de computador; onde o poema?
Fugaz a poesia, uma lista de compras, não consta, na última linha ainda mantimentos...
Uma rainha nunca é um rei. O máximo que pode pedir é um pouco de paciência.
Espelho, riscas no rosto, rei posto.