quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Poema
Difícil catar as pedras
sem ferir os dedos.
Imagens deslocadas... A lâmpada escurece-me a tua face.
Havia um espelhinho na gaveta da cômoda. Ele refletia todas as imagens do mundo.
O lápis nada sabe de minha poesia. Sei eu do lápis? Sua ponta afiada, de grafite...
Nada sei também de poesia.
Tantas as coisas domésticas. Olhos, apenas, a apreciá-las.
O prato sobre a mesa. Ainda vazio. Espelho de porcelana, fome de exibir as mãos.
Cálice. O que celebro? Canto a árvore que me dá a sombra.