terça-feira, 17 de março de 2015

Muda, apenas a linguagem do perfume. Bebe, embriaga-te. Não precisas dizer meu nome. A noite é curta.
À primeira vez era o sol a queimar-me as pétalas. Depois aprendi que toda beleza dura menos que um dia...
Oliveira, a fruta que desliza, tanto o óleo, como teu corpo. Vemos longe as areias do deserto.
Aventura, ultrapassar a porta do teu quarto num hotel de fronteira. De que lado nos encontramos?
Tantas as portas que me separam de ti. Muralhas de Jericó. Mas não tens fôlego para soprar as trombetas.
Fremir, ação de corpos quando a caneta desliza incógnita, a contrapelo, sem saber o que é a letra, desconhecendo o caminho, ou onde a roupa.
Corro. De que tipo de asas são feitas minhas pernas? Corro. E me atiro em seus braços.