quarta-feira, 29 de abril de 2015

Transcedência, meu vestido; apenas fibras de algodão?
O mágico,
Suas mãos hábeis
Envolvem-me na doce ilusão.
O que rouba-me, o que a me oferecer?
Apenas a doce ilusão.
Quero um mágico ácido.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Geometrias,
Nossos passos
Sobre o amor.
Tudo tão esquadrinho...
Faltou erva daninha!
Queres um interlocutor,
Mudo,
Nunca surdo.
Difícil o poema,
Gema que escorre frágil,
Quebrada a casca do ovo.
Revelo-me recortada,
Pronta para a montagem,
Por que me queres inteira?
Aos pedaços podes chegar
Ao âmago.
Como o de uma mulher?
Um cantinho de autoajuda,
Um mundo de automáticos.
E minhas mãos a ruir,
Sobre corpos de cristal.