segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Branca, a nuvem
ameniza-me o sol.
O verso de um poeta,
sobrevivência, a rua,
O nome na placa,
em Espanhol.
O canto do poeta
pode tornar-se hino,
liberta.
O canto do poeta,
na estante,
a traça liberta...
O tempo conferiu-me antiguidade.
O tempo conferiu-me seriedade.
Já não ando  nua,
como aos dezesseis anos.
Revoluções,
vai minha palavra,
arma afiada,
arma de papel...
Delírios,
Prazeres,
Gozos.
Nego a morte?
Libertinagem,
trago a bandeira.
Mas ficou mesmo as cinzas,
das horas.
Olvido,
não cabe aos poetas.
Consagração,
mesmo que após a vida.
Pétalas.

sábado, 22 de novembro de 2014

Enfio-me na própria pele, disfarço-me, sou flor, pena que não duro, mas quem? Com tu, ou sem...
Melhor o gato, ser de outro mundo, um mundo em câmera lenta, mundo que me tenta. Melhor o gato, a saltar o desconhecido.
Apaixonei-me, mas não por ti, pela vida breve, pra não sei por que serve, que todos desejamos leve...
As vitrinas espelham o me desejo. As vitrinas, Narciso a apreciar-se, pronto ao consumo.
Fotografias, queres a minha imagem, queres para ti ou para todos? Acho que desejas o Facebook!
Presentes, calçados, uma bota comprida, até os joelhos, presentes, tuas mãos a subir-me as pernas...
Tantos são os nós. Embaraço-me. Desatam-se. Tantos são os sós...

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Lucidez,
bom perdê-la na neblina,
às vezes ao amanhecer,
outras ao entardecer,
Não encontrá-la alta a noite.
Pairar acima das nuvens,
leve,
assim como o desejo.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Sei que sempre há solução.
Sobretudo se nos sabemos bonitas.
Sempre salva quando ao relento nua...
Vênus tornou-se deusa ao convencer
os homens que era o modelo da beleza.
O vigia da noite me encontrou nua...
Ah, o vigia da noite
se tornou meu amante!
Queres a mim depois da corrida?
Exalo o amor, é o que dizes.
O amor, exalado de minhas axilas...
Flores sobre o muro,
Pétalas sobre o calçamento,
não alcanço seu frescor...
Sou o perfume.
Bequinho,
a sebe,
cerca que me despe.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Tanta a malícia
E tu a dizeres que a Estrutural
é periferia.
Musas que cantam e te inspiram.
Meu corpo.
Não consegues tocá-lo.
Mas és rico em imaginação.
Um cavaleiro tem sua amada
apenas nos sonhos.
Ante das cinco da tarde,
o cachorro.
Apenas.
E uma montanha de lixo.
O solo ferve,
mesmo madrugada.
Ao seu pescoço dependuro-me.
O amor carnal vem do fundo da Terra.
Cavaleiros
levam-me em alma e corpo.
A noite,
Medieval.
Um senhor,
relógio de correntinha
surpreende-se ante meu vulto,
na noite de Ouro Preto.
Córrego,
desembocando no grande rio,
as árvores escuras,
cabeleira que se mistura
se estende ao céu noturno.
eu, a pele branca.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Escrever é correr riscos.
Melhor assim, talvez um cisco.
O que vês quando olhas a mim?
O quadro que tu mesmo pintas?
Ah, que risco corro eu...
Escrever em tempo real.
Como se conhecesse o tempo.
Como se existisse o real...
Areia que despejas,
como a ampulheta,
vagaroso sobre o meu ventre.
Mistura-a com mel.
Estragas o tapete da sala!
Amanheceu.
Não me deixaste ir.
A uma mulher basta deixá-la nua.
E ela não tem como sair.
Mas a mim,
Aprecio o escândalo!
Não me roubes.
Deixa minha roupa sobre o corpo.
Sei, sei, tudo é amor,
chamas a mim até de Flor...
E dizes que desejas levar-me as pétalas...
Apenas uma lembrança.
O que sobrará?
A dor?

Venha até aqui,
escuta a minha história.
Dizes que não há história, apenas espanto?
É o Esperanto.
Mais que incomunicável.
A palavra
Esse conjunto de sons.
Música de que só quero o som.
Todos os sentidos um dia se perdem!
O futuro está alguns segundos à minha frente, Mas você não se chama futuro.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Queres a Gioconda? Ela não posa de corpo inteiro.
Corre. Alguém passa na porta. Corre, corre. É o amor? Nem tanto. Assim seria muito fácil.
Ah, o tempo. O tempo passa. Reclamas que te falta a minha poesia. A poesia não falta. Faltamos nós. Vamos à leitura.
Uma coisa branca, e me pedes a poesia. Uma coisa branca que não sei definir. Manchas o sofá da sala de estar...
Não tragas a ciência nem as palavras plenas de contorno ao meu caderno. Minhas pernas traçam dois rios. Fios que te enlaçam.
Sagrada a tua bebida. Embebeda-te na tua própria poesia. Meu corpo, laços, fazendas, uma mínima praia. Não o bebes, longo o dia...
Não queiras meu lenço, lenço de Marília; Marília já se foi; é outro o tempo, outro o céu. Meu lenço meu corpo, não serve para o que desejas.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Bandeira a envolver-me o corpo, a tingir-me de desejo, no verde da floresta.
Paisagem noturna, névoa que não quero dispersa, roupa provisória que quero eterna.
Um sítio para estar sozinha, e poder andar em pele, arrepiar-me com dez dedos...
Eu, tua primeira namorada? Me escondia debaixo do fogão. Lugar tão quentinho.
O rio é sempre o mesmo, águas que sempre voltam, nem que seja o suicídio grato das gotas de chuvas.
Amor, fumaça? Intoxiquei teus pulmões.
Amor, fumaça? Intoxiquei teus pulmões.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Chineses espreitam meus poemas. Que querem eles se nem sabem a minha língua? Talvez minha pele amarela, talvez meus olhos de odalisca!
Um piano antigo e suas músicas plenas de silêncio concerta-me a sala.. Recupero a infância. e os verões de piano em todas as tardes.
Oh, os verões, Como suspiro por eles. Tão quentes que chego a maldizê-los. Mas no inverno, sinto-os no calor baço do meu corpo. Suspiro.
Confessionário. Nada de religião. Não se confessa em poesia. Vive o artista, Sente, E um dia morre.
Sempre parecemos com alguém. Como espelhar a mim mesma? Parecer é sempre ser.
Sê como realmente és, dizes-me. Mas isso não tem graça alguma, respondo. Sê verdadeira. Ora, isso jamais será poesia!
Pedes-me um poema, Dou-te um cachorro quente. Perguntas pela mostarda. Ofereço-te ketchup...

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Poema
Difícil catar as pedras
sem ferir os dedos.
Imagens deslocadas... A lâmpada escurece-me a tua face.
Havia um espelhinho na gaveta da cômoda. Ele refletia todas as imagens do mundo.
O lápis nada sabe de minha poesia. Sei eu do lápis? Sua ponta afiada, de grafite...
Nada sei também de poesia.
Tantas as coisas domésticas. Olhos, apenas, a apreciá-las.
O prato sobre a mesa. Ainda vazio. Espelho de porcelana, fome de exibir as mãos.
Cálice. O que celebro? Canto a árvore que me dá a sombra.
Canto, imagem deslocada de tua face, estrelas cintilam também sob as nuvens.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Transparência

A poesia é transparente,
não há foto que a leve a sério,
seu contorno é como a face oculta da Terra.

Vale a imaginação,
ou o traço incerto da luz,
uma invasão ligeira,
logo mergulhando o mundo
de novo na escuridão.

A poesia é transparente,
não demora
a perder-se
na treva rubra das dez horas.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Misturo maiúsculas a minúsculas...
Como os dedos nas mãos.
Diferença quando procuras o semi-tom.
Palavras que me atiras,
mão com que me afagas?,
perverso ao sol de inverno,
teu rosto,
queres-me orvalhada...
Pois não é que tremo?

domingo, 3 de agosto de 2014

Sou patrícia romana distante de ti. Mas roubo-te a beatitude. Sou patrícia romana, Muitos os césares, poucos os amores.
De balas traspassada, duas de lado a lado; não trago a cigarreira, já vai distante minha imagem de cinema, levas-me a identidade, e o poema.
Recitavas um poema de Pessoa, e eu a dizer que não me prendia a nada, apenas o fio tênue de água do regato, que nos perpetuaria os lábios...
Lembra-te da pequena cascata? Namorávamos na noite que escorria pelas rochas, águas que formariam rios. E eu sem o vestido!
Vinho e olvido... Umedecemos nossos lábios rubros.
Prazer, mas devagar, que não termine o entardecer de domingo...

O tempo não linear. O amor saltitando junto a rosas; a face taciturna ante uma recusa; a aurora orvalhada umedecendo-me a barra do vestido.

domingo, 27 de julho de 2014

O pote de margarina, o pão francês, o café da manhã sem batom...
Arapuca, palavra armadilha. Caio eu? O poeta escreveu que toda a Terra é uma arapuca. Difícil sair dela. Como faço? Fácil, tiro a roupa....

quinta-feira, 3 de julho de 2014

A angústia do dia a dia
Alimento e alarido dos poetas,
Dor, tormento,
Sobra o sentimento?
Com equilíbrio não há poema...
Conheceste tão tarde minha cidade.
Pão de Açúcar,
Uma baía doce aos primeiros franceses,
E a padaria,
aos depois furiosos portugueses...
Nasceste em Ferrara?
Não conheço nada de lá.
Queres saber sobre as mulheres de cá?
Não são diferentes.
Sempre mulheres de lá.
Pinta-se uma cadeira,
sento-me nela,
expressionista.
Por onde anda Van Gogh?
Disseram que há várias Espanhas...
Penso que há mesmo
é muitos Brasis.
Somos todos estrangeiros.
Uma língua não define uma nação.
Levitação

A dureza do chão,
quase intransponível
correntes
que não deixam voar.
Colocar nomes em uma mulher,
atirar setas curvilíneas
que,
é bem provável,
sempre retornarão...

terça-feira, 17 de junho de 2014

À sétima hora, meu poemeto derradeiro, última a minha chance, quem sabe o vento traga-me de volta, quem sabe, como agora, nem tão solta?
Moras na cidade? Mergulho na madrugada esgueirando-me dos olhares furtivos dos vigias, porteiros de edifícios...
Vento frio a surrupiar-me a pele, a levá-la, a atirá-la longe do amor que aguardo. Vento frio que me deixa nua e só, sem nenhuma chance.
São tantos os pássaros. Prefiro-os a voar longe, albatroz que acompanha os navios, veleiros de marinhas antigas...
Nuvens brancas, talvez transparentes, e eu a levitar. Mas preciso estar nua, nua de todos os pecados.
Estradas de rodagem, percorro-te e troco-te pela margem, talvez um rio, talvez o amor a mostrar-me sempre outro; o rio a lavar, a levar-me.
Gemer, como a terra a parir seus filhos; gemer, à hora do amor, o arado...

domingo, 1 de junho de 2014

Quartos... quartos... será por que quatro paredes? Mas há a janela.
Não vou demorar, disseste-me. Saíste. Não voltaste. E eu... tão... tão... tão nua!
Seria um problema ou um embaraço? Há quem queira embaraçar-se, ter alguém para embalar...
A primeira palavra... todos tivemos a primeira palavra. A primeira vez que mentimos!
Letras e números, tantos os cálculos. Um alfabeto inteiro para chamar teu nome. Quanto aos números, os dias...
Sombra, persigo-me, amando-me ou odiando-me, impossível o divórcio.
Animais, corpos que fremem. Digo que quero mais?

domingo, 25 de maio de 2014

A primeira palavra, sempre haverá a primeira palavra. O que mesmo me disseste no primeiro dia, no primeiro momento. Um pronome? Ou meu nome?
A primeira palavra, sempre haverá a primeira palavra. O que mesmo me disseste no primeiro no primeiro dia, no momento. Um pronome?
Você não parece bem, disseste-me. É que a madrugada chega ao fim, te respondi, e me deixa apenas com a camisa sob a qual deslizaste as mãos!
Oh, não me roubes a varinha. Como tua fadinha fara reaparecer os panos que me compõem o pleno mistério?
Ele quis saber como era a minha cidade. Não sei, retruquei, sou eu a cidade, uma cidade nua, e você precisa perder-se nela...
Existem maneiras de evitar isso, afirmou ela, deixe-se levar pelo vento, é quente e sempre haverá alguém a lhe soprar o amor no ouvido.
Margarida - alguma literatura. Deu-me asas o homem. Em troca? Nuvens de algodão que me cobriam. Borboleta: http://margarida57.blogspot.com/2014/05/borboleta.html

sábado, 17 de maio de 2014

Partida a palavra. De um lado o lugar comum, do outro o abismo. Espaço tão estreito o da poesia. O poeta, um ser sempre à beira do suicídio.
Sente, o acre sabor das uvas. Sente, o vinho que ainda não percebeste...
Ah, o tropel dos dias... E os homens sempre montados.
Não me falem que as coisas querem ficar no meu poema... Elas são tão frágeis. Nem as palavras, muitas vezes, as seguram.
Tantas as relíquias, tantos os mortos. E eu a esquecer todos os nomes. E eu a pensar, às vezes, que ainda estou líquida...
A luz incendeia-me, minha boca, águas de outono, contraponto, salpicar de estrelas frias, cristais a eriçar-me os pelos...
Dizem que a paisagem é letal, onça que ronda a cerca mesmo farpada. Minha paisagem é horizontal, líquida, sol rumo ao poente.
Não comparo meu coração a alguma fera, quero-o tranquilo, na calma dos tempos, o amor é uma gata preguiçosa...

quinta-feira, 8 de maio de 2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Caetanenando: o mar defronte; num cômodo da casa, a cadeira e o ventilador, pensando coisas boas...

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Apostas nos bares baratos, rola a bola da sinuca. O que dou entre os meus botões? A madrugada já se esvaiu e minha pele branca brilha solar.
Dois jovens foram com a madrugada. O que levaram de mim? Reflexos seus nos meus olhos ou, talvez, minha breve permanência nas suas retinas.
O lago... O que há nas profundezas? Talvez a fúria de um louco.
Kubitschek, pracinha iluminada à noite; de fronte, o hotel, o nome é o mesmo.
O vento frio, a torre, a capital usa salto alto.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Cães, sempre a ladrar, a noite inteira. Cães no cio. A cama ainda vazia...
A torre de TV sobre a montanha. Não posso ver as imagens que ela transmite. Também sou invisível a ela. Como o beijo que roubei de ti,
Volto como um rio, cansada, procuro outros leitos...
Abri tantas vezes o portão. Para quê? Quis que me fugisse a razão...
Memória, fio tênue, talvez o passado, um rastilho de pólvora, ainda espero a explosão...
Ruminar palavras, nos lábios ainda a sombra do teu beijo...

quinta-feira, 27 de março de 2014

...jã não há a tabacaria, compro cigarro na banca de jornais...
... eu pintava os teus lábios, veio então o bombardeio, aí disseram que já não era possível a poesia...
... Dioniso foi ao teatro, mas o teatro era pequeno para ele...
... o garoto copiou o poema, mas queria ser mecânico, tempos depois descobriu entre a terceira e a quarta marcha rastos do poema...
... abandonamos a literatura e entramos no cinema, mas o filme era sempre o mesmo...
... minhas mãos queimadas, palavras geradas, o fogo, preparo o alimento...
... o que será a poesia?, rastros de meus pés sobre o cimento fresco, xingamentos de morador que preparou o passeio...
... volto, tanto a dizer, toda vida é narrativa, conto os meus passos mas nada de matemática, conta-se com palavras...
... roupas no varal, minhas bandeiras, várias as nações, hinos à minha pele...
... roupas no varal, espia-me as entranhas...
... flores do tempo, mesmas as pétalas, cores, sempre as cores, única linguagem...
... sou a discreta e formosíssima Maria, gozo a flor da mocidade, mas já não me queres, nem por caridade...
... aproveitam-se os dias, esgarçam-se as fibras, resiliência...
... palmeiras na minha terra, histórias de sabiá, antes eu lá, agora eu cá, e sempre o exílio...
...voltas à tua casa, casa feita de palavras, onde o eco brilha mais do que a razão...

quinta-feira, 13 de março de 2014

Saudade da poesia. Palavras, lâminas afiadas, ou flores? Geleiras, onde é impossível agarrar-me...

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Não penses em últimos andares. Os passos sempre são incertos. Cercas-te com grades? Com o tempo elas sempre apodrecem.
Formol, para conservar teu sangue.
Um rol, para lembrar teus gostos...
Não penses em aeroportos. O pouso é sempre difícil para quem não conhece o céu. E quem conhece o céu?
Lendas, estátuas, véus. Cobre-me com tua transparência.
Nua, na tela. De quem o quadro? Quem a modelo? Eu?...
Heroína? Qual delas? Dizes ter vivido intensamente os anos 1960. Tempo de heróis e de heroínas...
Curva do tempo? A flecha não escapa à gravidade. Meu tempo de poemas, retilíneo, a não-flecha, palavra leve, nega o tempo e o espaço.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Este óleo puro com que me unta o corpo, este teu amor fugaz que me faz brilhar e escorre para sempre no calor de uma noite.
Não vale a pena arriscar pouco. Maior o gozo quando se esquece a hipocrisia.
Escrever sobre a noite... poucas as luzes, apenas tua silhueta, meu o pecado.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Um prato fundo de mingau. Saboreio teu rosto.
A frase... Palavras apenas. Melhor as imagens. Meu rosto, meu cheiro, teu sexo. A poesia é feita de palavras.
Negra, minha pele. Nela não poderás mirar o teu reflexo. Melhor. Mira a mim. África.
Entortas-me. Onde o meu rosto. Onde estás posto? Cambaleio. Paixão? Há vezes em que me deixas exausta... O amor foge, tem mais de duas pernas.
Derramo-me. Usas as mãos para me ter junto a ti. Sou rio a escoar entre teus dedos. Não tens pulso para tirar-me do leito...
Trazes-me uma bilha... Ah, tomo-a de tuas mãos. Mata-me a sede. Tenho sede ainda? Tenho sede de ti?

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Praça das armas. os heróis já se foram e os índios, os que restaram, moram no Sul.
In vino veritas. Meias verdades na terra do vinho. Nua, eu, sob a própria pele.
Aposto nos cassinos de Viña del Mar ou apenas molhos minhas mãos nas águas frias do Pacífico?
Neruda, Confesso que vivi, a casa em Val Valparaíso.
Los Domenicos, um centro de artesanato, a última estação do metrô, Santiago, linha 1, cultura mapuche.
Viagens, pairar sobre a cordilheira; viagens, transferência na estação de Baquedano.
Dias de amanhã, dias de amar. Rosa, sempre delgada, como o poema, protege-a do sol.
Inibir não é boa palavra para o verão. Liberdade, o amor e o corpo, inteiros, nas tuas mãos...