segunda-feira, 2 de abril de 2012

Às vezes sou o rio na cheia, grávida de palavras; outras, sou filete d'água, regato, palavras-águas que não me saciam, o tanto que me dói.
As cores servem-me para a degustação. Amarelo com vermelho no refresco de limão; abóbora com verde, lambo a ponta dos dedos, dê-me tua mão.
Criatividade, imaginação, a dor como fonte de inspiração.Poema sem estatura, a moda é a antiliteratura, afirmas. Mas amo tanto minhas rimas.
Amor de poesia, todo dia, mesmo que vão, mesmo que à revelia, amor ladrão, pinga-me a pele e me tinge de azul...
Saudades, sempre saudades, nada como olhar para frente e pensar apenas na esperança. Mas... como viver sem o passado?

sexta-feira, 30 de março de 2012

O vento atira-me de um lado a outro,mas já não o percebo; a pele salga, mãos negras, algas, o fogo lá no alto; e me quero a amar, tão logo!
Qual a matéria da poesia?Toda, mesmo a pilhéria.Que matéria do dia a dia?Sempre deletéria.O que me move arredia?A falta, pauta que me guia.